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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Você pode...

Como sempre, este blog não fala apenas de problemas ecológicos, mas também, de problemas sociais ou de qualquer assunto que precisar ser falado para ajudar às pessoas.

Emocionei-me ao ver esses vídeos, são provas de que quando se ama alguém, tenta-se fazer de tudo para que esse alguém seja feliz, de tudo...






O amor e a atenção faz com que qualquer pessoa desenvolva suas capacidades, o que nos faz refletir na criação e atenção que muitas pessoas portadoras de necessidades especiais estão tendo. 

Algumas pessoas não fazem nada por falta de condições, outras, por falta de vontade, e muitas, por não saberem como agir se tornam atônitas a estas situações.

Estes vídeos me fizeram refletir muito... 

Muitas pessoas que não tem filhos que necessitam de tanta atenção esquecem de dedicar um pouco de tempo a eles, ou, não dedicam o tempo que poderiam. Enquanto um Homem tenta se superar cada vez mais para realizar uma ação sem esperar nada mais em troca do que um sorriso no rosto do seu filho, um Homem que não deixa que seu filho deixe de se realizar "apenas" por ter necessidades especiais.  


Espero que todos possamos aprender com este exemplo de amor, força e perseverança.


quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Genialidade, simplicidade e menos gastos com o consumismo.


Não deixem de assistir o vídeo, é ótimo!!!



Para quem acredita que o mundo precisa sempre avançar em tecnologia para ficar melhor e usa isso como desculpa para não parar um pouco de "evoluir" e poluir.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Quem disse que só ensino coisas difíceis?




Como professora, não poderia esquecer de deixar uma "coisinha" para vocês ficarem ocupando o tempo enquanto estarei ausente...

Para quem, como eu, achou chata a "tal mudança ortográfica" (compra de novos dicionários, novas gramáticas e mais memorização para mudar o que já estava pronto), depois da crônica feita pela escritora Elida Kronig, veja como ficou mais fácil resolver a parte da memorização.


“Como será daqui pra frente?”


“ Estive vendo as novas regras da ortografia.
Na verdade, já tinha esbarrado com elas
trilhares de vezes, mas apenas hoje que
as danadas receberam uma educada
atenção de minha parte.

Devo confessar que não foi uma ação espontânea.
Que eu me lembre, desde o ano retrasado que
uma amiga me enche o saco para escrever a
respeito. O faço com a esperança de que diminua
o volume de e-mails e torpedos que ela me envia.
Em suma, que as novas regras ortográficas a
mantenham sossegada por um bom tempo.

Cai o trema!
Aliás, não cai... Dá uma tombadinha.
Linguiça e pinguim ficam feios sem ele
mas quantas pessoas conhecemos
que utilizavam o trema a que
eles tinham direito?

Essa espécie de "enfeiação" já vinha sendo
adotada por 98% da população
brasileira. Resumindo,
continua tudo como está.

Alfabeto com 26 letras?
O K e o W são moleza para qualquer internauta,
que convive diariamente com Kb e Web-qualquercoisa.
A terceira nova letra de nosso alfabeto tornou-se
comum com os animes japoneses, que
tem a maioria de seus personagens e
termos começando com y. Esta regra
tiramos de letra.

O hífen é outro que tomba mas não cai.
Aquele tracinho no meio das vogais, provocando
um divórcio entre elas, vai embora. As vogais agora
convivem harmoniosamente na mesma
palavra.

Auto-escola cansou da briga e passou a ser autoescola,
auto-ajuda adotou autoajuda.
Agora, pasmem!

O que era impossível tornou-se realidade.
Contra-indicação, semi-árido e infra-estrutura
viraram amantes, mais inseparáveis que nunca.
Só assinam contraindicação, semiárido e infraestrutura.
Quem será o estraga-prazer a querer afastá-los?

Epa! E estraga-prazer, como fica?
Deixa eu fazer umas pesquisas básicas pela Internet.
Huuummm... Achei!

Essas duas palavrinhas vivem ocupadíssimas,
cada uma com suas próprias obrigações.
Explicam que a sociedade entre elas não passa
de uma simples parceria. Nem quiseram se
prolongar no assunto. Para deixar isso bem
claro, vão manter o traço.

Na contra-mão, chega um
paraquedista
trazendo um paralama, um
parachoque e um parabrisa - todos sem tracinho.
Joguei tudo no porta-malas pra vender no
ferro-velho. O paraquedista com cara de
pão de mel ficou nervoso. Só acalmou quando
o banhei com água-de-colônia numa
banheira de hidromassagem.

Então os nomes compostos não usam mais hífen?
Não é bem assim.
Os passarinhos continuam com seus nomes:
bem-te-vi, beija-flor. As flores também
permanecem como estão: mal-me-quer.
Por se achar a tal, a couve-flor recusou-se a
retirar o tracinho e a delicada erva-doce
nem está sabendo do que acontece
no mundo do idioma português e vai
continuar adotando o tracinho.

As cores apelaram com um papo estranho sobre
estarem sofrendo discriminações sexuais e
conseguiram na justiça, o direito de gozarem
com o tracinho. Ficou tudo rosa-choque,
vermelho-acobreado, lilás-médio...

As donas de casa quando souberam da vitória da
comunidade GLS, criaram redes de novenas
funcionando por 24hs, para que a feira não se
unisse sem cerimônia aos dias da semana. Foram atendidas
pelo próprio arcanjo Gabriel que fez uma aparição
numa das reuniões, dando ordens ao estilo Tropa de Elite:
- Deixe o traço!
Deu certo. As irmãs segunda-feira, terça-feira e as demais,
mantiveram o hífen.

Os médicos e militares fizeram um lobby, gastaram
uma nota preta pra manter o tracinho. Alegaram que
sairia mais caro mudar os receituários e refazer as fardas:
médico-cirurgião, tenente-coronel, capitão-do-mar.
Uma pequena pausa para a cultura, ocasionada pelo
trauma de ler muitas pérolas do Enem e
Vestibular. Só por precaução...

Almirante Barroso não tem tracinho. Assim era chamado
Francisco Manuel Barroso da Silva. Sim, o cara era
militar da Marinha Imperial. Foi ele quem conduziu a
Armada Brasileira à vitória na Batalha do Riachuelo,
durante a Guerra da Tríplice Aliança.
No centro do Rio de Janeiro há uma avenida com seu nome
(Av. Almirante Barroso). Na praia do Flamengo, há um
monumento, obra do escultor Correia Lima, em cuja
base se encontram os seus restos mortais. Fim da pausa!

Acho que algumas regras pra este tracinho, até que simpático,
foram criadas por algum carioca apaixonado. Será que
Thiago Velloso e André Delacerda tiveram alguma participação
nas novas regras?

O R no início das palavras vira RR na boca do carioca.
Não pronunciamos R (como em papiro, aresta e arara),
pronunciamos RR (como em ferro, arraso e arremate).
Falamos rroldana e não roldana, rrodopio e não rodopio,
rrebola e não rebola.
Pois bem, numa das tombada do hífen, o R dobra e
deixa algumas palavras com jeito carioca de ser:
autorretrato, antirreligioso, suprarrenal. Será fácil lembrar
desta regra. Se a palavra antes do tracinho (nem vou falar em
prefixo) terminar com vogal e a palavra seguinte começar com
R é só lembrar dos simpáticos e adoráveis cariocas.

Mais uma coisinha: a regra também vale para o S. Fico até
sem graça de comentar isso, pois todos sabemos que o S é
um invejoso que gosta de imitar o R em tudo. Ante-sala vira
antessala, extra-seco vira extrasseco e por aí vai...
Quem segurou mesmo o hífen, sem deixá-lo cair, foram os
sufixos terminados em R, que acompanham outra palavra
iniciada com R, como em inter-regional e hiper-realista.
Estes tracinhos continuarão a infernizar os cariocas.
O pré-natal esteve tão feliz, rindo o tempo todo
com o pós-parto de uma camela pré-histórica que
ninguém teve coragem de tocar no tracinho deles.
Já o pró - um chato por natureza, foi completamente
ignorado. Só assim manteve o tracinho:
pró-labore, pró-desmatamento.

A vogal e o h não chegaram a nenhum acordo, mesmo com
anos de terapia. Permanecem de cara virada um pro outro:
anti-higiênico, anti-herói, anti-horário. Estou
começando a achar que as vogais são semi-hostis
com as consoantes...
O interessante é que as vogais quando estão próximas
umas das outras, não tem essa de arquiinimigas. Fizeram
lipo juntas e conquistaram uma silhueta antiinflacionária de
microorganismo. Sumiram todos os tracinhos, notaram?
Vogal-vogal, com as novas regras ficam magrinhas:
microondas, antiibérico, antiinflamatório, extraescolar...
Uma inovação interessante:
- Podem esquecer o mixto , ele foi sumariamente
despedido. Puseram o misto no lugar dele.

Fiquei bolada com essa exceção: o prefixo co não usa mais
hífen. Seguiu os exemplos de cooperação e
coordenado, que sempre estiveram juntas.
Não estou me lembrando no momento, de
nenhuma palavra que use co com tracinho.
Será que sempre escrevi errado?
Quem diria que o créu suplantaria a ideia!? Teremos que
nos acostumar com as ideias heroicas sem o acento agudo.
Rasparam também o acento da pobre coitada da jiboia.
O acento do créu continua porque tem o U logo depois.
Pelo menos a assembleia perdeu alguma coisa...
Resta o consolo em saber que continuamos vivendo
tendo um belíssimo céu como chapéu.”


Crônica “Como será daqui pra frente?”
De: Elida Kronig


Aplicada com sucesso em vários colégios, tem sido um valioso auxiliar nas palestras e seminários de atualização da Língua Portuguesa.

Beijos...
Lola

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Um pouco ausente...


Olá, pessoal,


Não gosto de vir aqui para isso, porém, também não gosto de sumir sem deixar notícias.

O ano começa e junto com ele o trabalho. Tenho que elaborar algumas aulas e também algumas pendências para resolver.

Por enquanto, respondi aos comentários das duas últimas postagens e passarei sempre por aqui para dar uma olhada e não deixar ninguém "falando" sozinho. :)


Voltarei o mais rápido que puder e com novas postagens!

Se precisar, é só chamar que apareço!



Beijo, "enorme de grande" em todos.

Lola...

domingo, 11 de janeiro de 2009

Amizade ou Nacionalismo!



Vamos falar de coisa boa?

Pois é, temos uma amiga que tem o único blog brasileiro que está concorrendo como finalista ao melhor blog Latino, Caribenho ou da América do Sul .É a Luma, do Luz de Luma. yes party! .

Vamos dar uma força, uma não, várias, pois podemos votar uma vez por dia, todos os dias. O prazo termina dia 14 de janeiro, ainda dá tempo!!!

Se você não a conhece e ainda não sabe da pessoa do bem que ela é, vote por nacionalismo, pois é o único blog brasileiro que está concorrendo a este prêmio. Vamos ajudá-la a trazer este prêmio "para casa"!!!




Sorte, Luma!!!

domingo, 4 de janeiro de 2009

Um novo ano começa...

Sejam bem-vindos a 2009!

Começamos o ano com uma novidade: A partir de hoje, o "CONSCIÊNCIA COLETIVA" também é um site!!!

Ninguém precisa se preocupar em mudar o link, ao entrar no www.umaconscienciacoletiva.blogspot.com você será automaticamente direcionado para o www.conscienciacoletiva.com.br.

Que este ano que começa seja cheio de paz, amor, saúde e muitas felicidades!!!




Começo o ano fazendo um pequeno balanço do que quero e do que não quero para 2009.

Não quero mais disso:

Sunday, November 30, 2008

Adeus, Anjo Gavriel


Esq. a dir.: Rivka, Moshe e Gavriel Holtzberg

Aos meus treze anos de idade, vivendo conflitos que pareciam então intermináveis em minha família, encontrei na Yeshivá de Petrópolis um refúgio perfeito. O seminário, dedicado a crianças judias que, como eu, procuravam a aproximação ao judaismo, também abrigava muitos que, como eu, vinham de famílias quebradas. A maioria de nós vinha de casas não religiosas, e pude percebê-lo imediatamente ao apenas observar minha cercania.
Entre todos os alunos ali presentes, dois irmãos me chamaram a maior atenção. Pareciam rabinos formados, mas logo ouvi que tinham quase minha idade. Transmitiam, ao menos a um novato como eu, conhecimento e sabedoria, mas minhas impressões utópicas justificavam-se facilmente na inexperiência dentro de um ambiente ultra-ortodoxo.
Usavam langue-rekelech, ou ternos longos que se estendiam à altura dos joelhos, enquanto os demais rabinos formados usavam os ternos comuns em dias de semana. Não adentrarei semânticas e definições no momento, mas cada apetrecho ou vestimenta simboliza a região de cada grupo religioso. No caso dos dois irmãos, os longos ternos significavam que descendiam de Jerusalém.
Demorei a fazer amigos no internato carioca, longe e saudoso da casa dos pais, mesmo que estes estivessem em processo severo de divórcio e desentendimento. Distante, apenas observava o comportamento dos intrigantes irmãos como espectador de um filme vivo. Meir, o mais velho, era bem humorado e vivo. Às vezes tinha sacadas que me faziam duvidar da santidade imaculada da ortodoxia judaica. Entendia que a ausência de humor poderia até caracterizar a Bíblia, mas não seus mais fervorosos serviçais.
Gavriel, por sua vez, era um menino sério. Tinha minha idade, mas ao contrário de Meir, parecia ser uma pessoa no-nonsense, preocupado apenas em fazer sua parte como aluno enviado de Nova-York para fortalecer os fundamentos religiosos da Yeshivá de Petrópolis. Trazendo mais pessoas educadas e integradas no comportamento do grupo Chabad ao qual pertencia, a inspiração aos demais alunos viria certeira.
Em pouco tempo de minha permanência em Petrópolis, contudo, Meir e Gavriel viajaram à Argentina, e deixaram de me intrigar por alguns anos a vir.
Em 1996 mudei-me com minha família aos Estados Unidos. Chegamos juntos a Miami, e com a ajuda de outros emissários do Rebbe de Lubawitch, Menahem Mendel, então recentemente falecido, fui mandado a Nova-York, à Yeshiva conhecida como o seminário dos filhos do Rebbe, no Brooklyn. Estava confuso, sozinho, e não falava o idioma. Além disso, estudava em um colégio cobiçado pela maioria dos estudantes de Chabad, o máximo dos máximos a alunos que se preparariam a conquistar o diploma rabínico no futuro. E eu, ao contrário da maioria ali presente, não sentia a honra, ou compreendia a importância da instituição.
Quis fugir no primeiro dia, mas graças ao auxílio de um colega israelense, Shmulik Raskin, permaneci em Nova-York pelos próximos sete meses. No segundo dia de aula, para minha total surpresa, me deparei com Meir novamente. Nos cumprimentamos e, ele, como sempre, foi cordial e bem humorado e me deu boa companhia e algo a iniciar minha jornada turbulenta na cidade.
Minha amizade com Meir se intensificou ao ponto de que ele era meu único verdadeiro amigo. Apesar de contar com a presença de alguns brasileiros de Nova-Jersey que frequentariam, ocasionalmente, a sinagoga do Rebbe – 770 Eastern Parkway – aos finais de semana, e com a amizade de israelenses mais velhos, outros mais malandros, Meir era realmente o único confidente, o único irmão que tive no bairro de Crown Heights. Passei a frequentar sua casa imediatamente, e quase todos os Shabatot (Sábados, o Shabat no plural) possíveis, almoçava ou jantava por lá.
Gavriel, seu irmão, continuava o mesmo, no-nonsense, sério e dedicado a seus estudos. Mas era vivo, e sorria, e ria, e brincava mais do que imaginara que pudesse fazer. Elás, Gavriel era uma pessoa comum, e se preocupava com as aventuras do irmão dele comigo.
Em princípio, Gavriel me via como uma má influência ao seu irmão. Por minha causa, Meir deixava de cumprir com obrigações básicas aos jovens de Chabad, como trabalhar como missionários do Rebbe, levando o judaismo e suas tradições a judeus distantes ou simplesmente seculares, como sou hoje em dia. Ao invés de perambular pelas ruas infindáveis de Nova-York às Sextas-Feiras, Meir muitas vezes passava a tarde comigo, passeando, fumando cigarros (algo mal visto pelos rabinos mais velhos e totalmente proibido por seus pais), e equilibrando idéias absurdas em papos malabaristas.
Com o passar do tempo, os pais de Meir disseram que eu deveria ser amigo de Gavriel, pela idade, e passaram a estranhar a amizade que seu filho mais velho tinha comigo, um menino mais novo. Jamais me afastei da família de Meir, mas a amizade foi comprometida pelo protecionismo dos pais. Secretamente, Gavriel confessara que tinha mais medo da influência negativa de Meir sobre mim do que o contrário. Por minha vez, meu fetishe confessado e escrachado de usar um langue-rekel como os nascidos em Jerusalém culminou na certeza de Gavriel sobre a má influência de seu irmão.

“Quando você chegou aqui,” me dizia, “você estudava e se concentrava nas suas responsabilidades como um tomim (tomchei tmimim é o apelido carinhoso dado aos “filhos do Rebbe”, e significa “meninos puros” ou “inocentes”). Desde que você começou a andar com meu irmão, você parou de estudar, e agora se preocupa em coisas fúteis como adquirir e usar um terno longo.”

Mas, quem diria, Gavriel estava certo sobre mim. Jamais fui um crente sem questões. Sempre fui cético, de modo ou outro. Apesar de ter seguido a religião por mais alguns anos, eventualmente me aventurei ao mundo secular, e em pouco tempo deixava a espiritualidade a escanteio, tornando-me o que sou hoje, um judeu ateu.
Saí de Crown Heights levado ao aeroporto por ninguém menos que Meir Holtzberg. Ainda o vi uma única vez mais em Nova-York, já não religioso, em uma maluca viagem não planejada com dois amigos não judeus, um dos quais é hoje meu cunhado. Mas o encontro foi curto e rápido. Anos depois ouvi que tinha se casado, e me senti mal por não poder comparecer.
Os anos se passaram e nesta última Sexta-Feira acompanhei o resgate da casa Nariman, o centro Chabad em Mumbai atacado por terroristas na Quarta-Feira. Logo anunciaram que um rabino e sua esposa estavam entre os reféns, e que nada se sabia de seu destino. Chocado, tomei conhecimento de que o rabino em questão era Gavriel Noah Holtzberg, colega de infância, irmão de um de meus melhores amigos em curta vida. Em pouco tempo, descobrimos que Gavriel fora assassinado ao lado de sua esposa na cozinha do centro Chabad. Seu filho, Moshe, de dois anos de idade, foi resgatado pela babá indiana enquanto ela e outros reféns fugiam do prédio na Quinta-Feira.
O mundo é pequeno. Muitas vezes, consumidos na realidade fria de nosso corriqueiro vai-e-vem, nos esquecemos disso. Outras, quando o pior acontece, somos bem lembrados. Poderia ser Gavriel, assistindo a televisão e acompanhando a história de minha morte, mas fui eu o “sortudo” neste acaso do destino. Imaginei o que seria de mim caso não tivesse me afastado da religião, mas sei que jamais seria eu na Índia.
Gavriel nasceu em Israel e cresceu em Crown Heights, Brooklyn. Morreu ao lado da esposa israelense Rivka, ele aos 29 anos e ela aos 28 anos de idade.
Jamais me esqueci de sua existência em minha vida. Apesar das diferenças e das personalidades quase opostas, sempre o respeitei e admirei. Gavriel jamais usou desculpas para deixar de fazer o que achava certo. Vivia em Mumbai como emissário do Rebbe (no grupo Chabad não houve outro Rebbe - rabino mor - nomeado, mas os emissários do Rebbe falecido em 1994 prevaleceram), levando o judaísmo aos israelenses turistas e judeus indianos perdidos entre 1 bilhão de pessoas. Entre 1 bilhão de pessoas, Gavriel esteve entre os aproximadamente 180 mortos dos ataques em Mumbai.
Não pude desde então deixar de pensar em Meir, e no carinho que sinto por ele. Entrarei em contato assim que o período de luto der trégua. Meus pensamentos também voam ao lado da família, das irmãs e, principalmente, de seus pais. Mais uma vez um judeu é morto por ser judeu em terras estrangeiras. Mais uma vez, o preconceito de irmãos contra irmãos esmiúça nossas esperanças. Caso pudesse, todavia, pediria à família que perdoassem. O perdão, tão raro e lastimado pelas maldades do coração animal, faz-se mais necessário do que sentimentos de vingança. Ainda que haja justiça, que venha com ela o perdão.

De minha parte, o que posso oferecer é o amor e a boa fé de espalhar aos demais que Gavriel era, foi, viveu sendo pessoa boa, adorada e eternamente lembrada a todos que sua curta vida tocou.

Mesmo ateu, hoje mais judeu do que nunca, balbucio rezas:
“Que esteja sua alma segura baixo às asas do espírito divino”. E aos demais Holtzberg, “que Deus os console entre todos os enlutados de Sion e Jerusalém.”

RF

In Memoriam Gavriel Noah Holtzberg

Fonte: Meu amigo, Roy Frenkiel (
Os Intensos)


Eu quero muito disso:



Abrindo Janelas (saramar)
A
cqua (Lunna)
Arte & Reciclagem
AGRADÁVEL (Paola)
Boni
Bostamcity (Jorginho)
Brontossauros em meu jardim (Carlos Hotta)
Carbono Zero (Sacolas retornáveis)
Casado(i)s
Cris
Danilo Gentili (Danilo)
Diário de Enzo de Marco (Enzo de Marco)
Disque óleo vegetal usado
eduardomiguelpardo (Eduardo)
(Educ)ando por aí... (Maria Fernanda)
Entre Mãe e Filha (Nina)
Falando de Tudo da Tela do Lar! (Liz)
Flainando na Web (Oscar)
Folha Verde (Mercedes)
i'm used to it by now. (Rico)
I
n FocO (Vivian Maguinther)
Leia a minha Mente (Marco)
Lucia Hippolito
Luz de Luma. yes party! (Luma)
Magui (Magui)
Mimirabolante (Mimi)
Mosaico da Psicologia (Silvinha)
O Futuro do presente (Ana Cláudia Bessa e Cristiane Fetter)
O Cantinho da Borboleta Azul (Sonia)
Ô Menino Rude !!! (Geovana)
Os Intensos (Roy)
By Osc@r Luiz (Oscar)
Palhaço Poeta (Silvio)
Passeio pela História (Lívia)
Pensieri e Parole ano V (Meiroca/Meire)
POEMA/PROCESSO 1967 (Moacy)
Rastro de Carbono (Paula Signorini)
Receitas de Saúde
Recicle.blog.br
(Natália Allenspach)
Sala de Aula (Terezinha Bordignon)
Ser Terra (Débora e Gabriel)
Sustentabilidade/ Ecodesenvolvimento (Claudia Chow)
Toca do Jens (Jens)
Tânia Defensora (Tânia)
TÔ DOIDA (Cristiane Fetter )
Universo Desconexo (Lys)
Universo Emergente (Rodrigo Vicente)
Vai, Carla! Ser Gauche na Vida! (Carla Beatriz)
Vivo Verde (Daiane)
Xis-Tudo (Sahmany)

Pessoas do bem apareceram, e... quero mais disso!!!


Que Deus abençoe a todos!!!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Ecologicamente correto!



All Star ecologicamente correto.

O mundo dos calçados também entrou na onda da sustentabilidade.  Só espero que isso não seja só uma onda passageira.

Já chegou ao Brasil o modelo Chuck Taylor All Star PET. Ele é feito de material reciclado de garrafa PET. Cabedal, forro interno e cadarço são confeccionados a partir de matéria-prima gerada das garrafas e outros materiais, como ilhoses em alumínio, borracha e EVA, procedentes de componentes reaproveitados. A cola é à base de água.

As cores branco e verde remetem o tom das embalagens plásticas. Já a palmilha tem divertidas estampas de garrafas PET’s. Disponível em cano baixo e alto, o produto é totalmente ecológico e licenciado pela Secretaria do Meio Ambiente e Tecnológica.

Eu vi um na Renner, porém, não tinha o meu tamanho. Comparado com o All Star comum, que está em torno de R$ 80,00, este está um pouco mais “salgado”, a vendedora disse que era o último par, por isso não havia o meu número e já estava até em promoção R$79,00, porque o preço dele quando chegou estava em torno de R$129,00.

Pelo menos teve saída, só sobrou um!

 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Presente...



Ganhei de presente do Jorginho do Bostamcity .
Parabéns! Achei lindo! Fiquei lisonjeada...

Obrigada, Jorginho, pelo carinho...


Aproveitando o espaço, também quero dar os parabéns para o Shopping Passeio, que fez seu Natal reciclado, onde todos os enfeites foram feitos de materiais reciclados.
Parabéns pela iniciativa!!!


Só faço propaganda para quem merece!!!

Está aqui: http://www.passeioshopping.com.br/eventos/natal_reciclado

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Mil postagens e pouco tempo...

Peço desculpas por estar tão ausente... Este blog não foi abandonado!
Estou com muitas postagens, pesquisas, respostas de senadores e muitos agradecimentos para fazer, apenas, me falta tempo. Cheguei de viagem e já terei de viajar novamente. Dessa vez, voltarei mais rápido. Espero que entendam...

Saudades de todos!!!
Lola

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

UPA - Cezarão.

Peço desculpas às pessoas que passaram por aqui para ver a postagem sobre o UPA do Cesarão. Não tive como revisar para publicar, porém, publicarei o mais breve possível.
Abraços,

Lola

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Tempo de degradação...









Conheça o tempo de degradação de alguns produtos comuns do dia-a-dia que vão ao lixo:
  • Fralda descartável - 600 anos
  • Plástico - 450 anos
  • Lata de alumínio - 200 anos
  • Lata de conserva - 100 anos
  • Náilon - 30 anos
  • Tampa de garrafa - 15 anos
  • Madeira pintada - 13 anos
  • Filtro de cigarro - 2 anos
  • Pano - 1 ano
  • Papel - 3 meses
  • Vidros - Tempo indeterminado
  • Pneus - Tempo indeterminado

Veja dicas de consumo que ajudam a conservar o ambiente Confira os dez mandamentos do consumidor consciente, para ajudar o ambiente na hora das compras:

  • Evite comprar frutas e legumes embalados
  • Compre produtos que tenham refil
  • Compre produtos de limpeza concentrados, que podem ser diluídos em água
  • Compre produtos cujas embalagens possam ser reutilizadas
  • No supermercado, coloque o máximo de produtos num mesmo saco e não embale duas vezes
  • Não compre sacos de lixo, reutilize sacolas plásticas de supermercados
  • Evite usar produtos descartáveis
  • Compre cartuchos de tinta reciclados para sua impressora
  • Procure comprar baterias e pilhas recarregáveis
  • Prefira lâmpadas fluorescentes às incandescentes. Elas se tornam mais baratas por ter maior tempo de duração e por sua economia de energia.
Fonte: EPA (Environmental Protection Agency)


sábado, 9 de agosto de 2008

Onde jogar as lâmpadas queimadas?


A CRIS, uma pessoa linda e muito atenciosa, pediu uma postagem sobre o que fazer com as lâmpadas queimadas. Pensei que seria fácil encontrar todas as respostas, porém, não foi bem assim. Descobri que no Brasil ainda existe um grande problema em relação ao que fazer com as lâmpadas fluorescentes.
Espero ter conseguido sanar algumas dúvidas.














As lâmpadas incandescentes queimadas podem ser jogadas no lixo comum?

As lâmpadas incandescentes convencionais são produzidas com vidro e metal. Elas não contêm materiais prejudiciais ao meio ambiente, podem ser jogadas no lixo de casa. Não devem ser jogadas em pontos de coleta para reciclagem de vidros, pois o tipo de material usado na produção de lâmpadas é diferente dos vidros convencionais. As lâmpadas halógenas também podem ser jogadas no lixo comum.

E as lâmpadas fluorescentes?


Este tipo de lâmpada exige mais cuidados, elas contêm pequenas quantidades de mercúrio, uma substância altamente tóxica. Pode ser muito nocivo aos seres vivos.
É conveniente não quebrar as lâmpadas e lidar com elas usando luvas. Se alguma se quebrar, ventilar o ambiente antes de limpar o local. A quantidade de mercúrio presente em uma lâmpada fluorescente, cerca de 20 mg nas tubulares, não é suficiente para uma intoxicação, mas pelo perigo da substância, vale a pena proteger-se.

Onde jogar as lâmpadas Fluorescentes:


Atualmente no Brasil são consumidas cerca de 100 milhões de lâmpadas fluorescentes por ano. Deste total 94% são descartadas em aterros sanitários e sem nenhum tipo de tratamento, contaminando o solo e a água.
A ABNT NBR 10004 define a periculosidade de diversos elementos e substâncias químicas e estabelece limites admissíveis para seus contaminantes serem dispostos no meio ambiente.
As lâmpadas queimadas devem ser guardadas (se possível na própria embalagem, para facilitar o transporte) para acumular um volume significativo para serem enviadas para descontaminação. Estas lâmpadas devem ser enviadas para reciclagem apropriada.

O que a intoxicação por mercúrio pode causar?

A intoxicação grave por mercúrio pode causar problemas respiratórios, neurológicos, gastrintestinais e até matar.
A atual situação brasileira, com o crescimento do uso destas lâmpadas e com praticamente nenhuma legislação a respeito, tem como conseqüência clara a contaminação do meio ambiente. Cada fluorescente que você joga no lixo comum se junta a milhares de outras nos aterros sanitários. Quando quebram, liberam o mercúrio no solo. Ele é levado para os lençóis freáticos com a ajuda do chorume, o líquido liberado pela decomposição do lixo orgânico. Pode contaminar rios, poços, lavouras, animais, e por fim, os homens.

Na Alemanha e nos Estados Unidos, já é proibido jogar lâmpadas fluorescentes no lixo comum. Os equipamentos são coletados à parte e reciclados.

Locais que recebem as lâmpadas queimadas:

Em São Paulo:
*Apliquim
Tel.: (11) 3313-1277 – (11) 3722-5478
E-mail: apliquim@apliquim.com.br
www.apliquim.com.br
*Rodrigues & Almeida Moagem de Vidros
Tel.: (19) 9649-6867
*Tramppo
Tel.: (11) 3039-8382
www.tramppo.com.br
*Naturalis Brasil
Tel.:(11) 4496-6323 e 4591-3093
www.naturalisbrasil.com.br

Em Santa Catarina:
*Brasil Recicle - Indaiá (SC)
Tel.: (47) 3333-5055 - 0800 477170
E-mail: descontaminacao@brasilrecicle.com.br
www.brasilrecicle.com.br

Em Florianópolis:
*Eletro Comercial Santa Rita Ltda.

PABX: (48) 3271-5100
Rua Wilson Menezes, 563Santos Dumont - Florianópolis - SC - CEP: 88117-130
*Santa Rita Comércio e Engenharia Ltda.
PABX: (48) 3225-1600Rua Francisco Tolentino, 561Florianópolis - SC - CEP: 88010-200
*Santa Rita Comércio e Engenharia Ltda.
PABX: (48) 3271-5000Rua Fúlvio Aducci, 1028Florianópolis - SC - CEP: 88075-001
*Santa Rita Comércio e Engenharia Ltda.
Tel.: (48) 3334-7000Rod SC 401, 4970Saco Grande - Florianópolis - SC - CEP: 88030-000

No Paraná:
*Bulbox
Tel.:(41) 3357-0778
www.bulbox.com.br
*Mega Reciclagem
Tel.: (41) 286-1797 - (41) 3268-6030 e 3268-6031
E-mail: mega@megareciclagem.com.br
www.megareciclagem.com.br

No Rio Grande do Sul:
*Sílex/ Getcno - Tel.: (51) 484-2200 - (51) 3421-3300 e 3484-5059
E-mail: silex@silex.com.br
www.silex.com.br

No Rio Grande do Sul, os estabelecimentos comerciais são responsáveis pelo encaminhamento das fluorescentes ao fabricante para o descarte correto, os estabelecimentos comerciais são responsáveis pelo encaminhamento das fluorescentes ao fabricante para o descarte correto.

Em Minas Gerais:
*Recitec
Tel.: (31) 3213-0898 e 3274-5614
www.recitecmg.com.br
*HG Descontaminação
Tel.: (31) 3581-8725
www.hgmg.com.br


É importante saber separar o lixo tóxico do comum, para evitar a desastrosa contaminação do meio ambiente.

Poucos o sabem, mas, ao jogar uma simples pilha no lixo, pode-se estar ameaçando seriamente o meio ambiente. A mistura do lixo tóxico ao comum, procedimento rotineiro no Distrito Federal, dificulta a coleta adequada e acaba trazendo prejuízos à natureza. Entre os objetos aparentemente inofensivos que, no lixo, ameaçam o meio ambiente estão pilhas, baterias comuns e de automóveis, lâmpadas fluorescentes, placas de produtos eletroeletrônicos e frascos com remédios ou de tinta para o cabelo. Por ser lixo químico, todo esse material merece muita atenção na hora de ser eliminado. "O ideal seria que a seleção fosse feita pela população antes de o lixo ser recolhido", ensina o professor e pesquisador do Instituto de Química da Universidade de Brasília (UnB), Antônio Moraes Guaritá. Ele é o presidente da Comissão para Gestão de Resíduos Químicos da UnB.
Outra medida que pode evitar a degradação ambiental ocasionada pela mistura do lixo químico ao comum é a devolução dos materiais tóxicos aos revendedores. A resolução 257 de 1999 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) determina que os produtores do lixo tóxico são os responsáveis pelos resíduos.
Assim, quem comprar uma bateria de carros pode devolvê-la depois de descarregada à loja onde foi comprada, para ser enviada ao fabricante.


Fontes:

Jornal de Brasília (08/09/2003)
http://www.iapbrasil.org/
http://www.ambientebrasil.com.br/

No Rio de Janeiro, consegui somente este telefone: Elrec (21) 9803- 2186. Não consegui encontrar nenhum posto de coleta de lâmpadas fluorescentes, tentarei encontrar.
Já as pilhas e baterias, essas podem ser entregues em lojas de eletrônicos, como a FNAC, entre outras. Alguns supermercados também estão recebendo estes materiais.
Os celulares antigos ou suas baterias e acessórios podems ser entregues nas lojas de suas operadoras, como: Lojas da Claro, Vivo, Oi, etc.

Espero, de verdade, que todos estes estabelecimentos dêem um destino correto a estes materiais.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Ausência...

Estarei ausente por mais alguns dias, assim que retornar, responderei a todos os amigos.

Beijos,
Lola.

sábado, 12 de julho de 2008

Agradecimentos...

Estou um pouco "enrolada com o tempo" e devendo muitos agradecimentos... Mil desculpas pela demora...

Recebi mais quatro prêmios em forma de selos.

Este eu recebi da Cris, do
Tô doida.















"Sou uma diva!"

Estes dois eu recebi da Tânia, do
Tânia Defensora e da Terezinha bordignon, do Sala de Aula.



"Esse blog dá um banho" e "Um blog da melhor qualidade!"

Este eu recebi da Terezinha bordignon, do
Sala de Aula.



"Este é um blog de tirar o chapéu"

Obrigada, meninas! Fico feliz por se lembrarem do "Conciência Coletiva".
Indico os "prêmios":

"Eu sou uma diva!", para as meninas:

Cris, do Cris
Terezinha bordignon, do
Sala de Aula
Lívia, do
O fabuloso destino de Lívia Poulain
Silvinha, do
Era Zen (Psicologia)

"Esse blog dá um banho", para os blogs:

bostamcity, do Jorginho
Falando de Tudo da Tela do Lar!, da Liz
Flainando na Web, do Oscar
O fabuloso destino de Lívia Poulain, da Lívia
Toca do Jens, do Jens

"este é um blog de tirar o chapéu", para os blogs:

By Osc@r Luiz, do Oscar
(Educ)ando por aí..., da Maria Fernanda
Tânia Defensora, da Tânia
Tô doida, da Cris
Vai, Carla! Ser Gauche na Vida!, da Carla Beatriz

"Um blog da melhor qualidade", para os blogs:

A Escolha do Próximo Porteiro, do Roy
Era Zen (Psicologia), da Silvinha
O Futuro do presente, da Ana Cláudia
Passeio pela História, da Lívia
Ser Terra, da Débora


Estes blogs merecem!

sábado, 21 de junho de 2008

Sem palavras...

Fazendo uma visita ao blog By Osc@r Luiz, do meu amigo, Oscar, deparei-me com imagens que deixaram-me sem palavras, deu vontade de chorar...
Fui buscar mais informações sobre o assunto e cheguei ao site AmbienteBrasil, onde pude constatar uma matança indiscriminada de baleias, uma verdadeira barbárie.

Na desenvolvida Dinamarca, acontece anualmente espetáculo de barbárie contra baleias...












Em um dos países que se colocam como avançados em todos os sentidos, perpetram-se crimes contra a natureza que, no caso deles, não podem sequer ser justificados pelos clamores da sobrevivência.
Um banho de sangue, um derramado de baleias, nas Ilhas Feroe. Para quem nunca ouviu falar delas, “As ilhas Feroe ou “ilhas das Ovelhas” são um território autônomo da Dinamarca, parte da Europa, localizado no Atlântico Norte entre a Escócia e a Islândia.
Nesse local, como se vê, ligado à próspera e desenvolvida Dinamarca, é realizado um evento todos os anos que inclui encurralar centenas de baleias à beira d´água, para depois ter o prazer de exterminá-las a golpes de facas. Crianças costumam ser dispensadas das escolas nesse dia, para acompanhar o “divertimento”, que funciona como uma espécie de ritual de passagem dos rapazes à idade adulta.
Já circula uma petição na internet pedindo providências para acabar com tal barbárie. “Essa caça esportiva é uma prática que foi abandonada em todo o mundo há muitas décadas, e agora é considerada ilegal em muitos outros países europeus”, diz o texto da petição.
“Os habitantes das Ilhas Feroe não têm necessidade da carne de baleia para a subsistência, e muito da carne é deixada para apodrecer e é jogada fora. Ela não pode ser exportada, pois está poluída com metais pesados e outras toxinas e, assim, não atende os padrões de saúde da UniãoEuropéia para alimento para consumo por humanos”, prossegue. (Para conferir o texto completo, em Inglês, clique aqui)

Em julho de 2000, a organização Sea Shepherd, que dedica-se à proteger as formas de vida marinhas, velejou até as Ilhas Feroe para intervir na matança anual de baleias pilotos. Conseguiu que o massacre fosse levado às primeiras páginas da mídia européia e, melhor que isso, passou a fazer pressão econômica sobre as companhias que ainda compravam alimentos do mar com origem nas Feroe, o que representa 90% da economia local, com predominância das compras feitas pelo gigante holandês Unilever.
“Acima de 20 mil pontos de venda a varejo europeus cancelaram os seus contratos de pesca a pedido da Sea Shepherd”, informa o portal da entidade.

A luta está, porém, longe de um final feliz. “Na Noruega isso acontece também; é um problema cultural”, disse a AmbienteBrasil Cristiano Pacheco, coordenador jurídico da Sea Shepherd no Brasil. “É um espetáculo de horrores, eles abrem o pescoço dos animais de fora a fora e os deixam agonizando na beira da praia, onde as pessoas ficam aplaudindo”, completa o advogado, para quem é “inacreditável” que aconteça algo assim no mundo em pleno Século XXI.

Quem quiser ajudar a lutar contra essa barbárie, poderá assinar a petição que será enviada para a União Européia. A petição está disponível aqui:

quinta-feira, 5 de junho de 2008

05 de junho: Dia Mundial do Meio Ambiente...

Nada melhor que este dia para começar a mostrar às crianças as maravilhas do Meio Ambiente!

Crianças se desintoxicam das telinhas.



Li esta notícia no blog da Ana Cláudia Bessa, O Futuro do presente, e achei super interessante! Além de sentir uma grande necessidade sobre ter uma "consciência coletiva" a respeito deste assunto.

30/05/2008
Dez dias: na Europa, crianças se desintoxicam das telinhas
De Martine Laronche
Enviada especial do "Le Monde" a Estrasburgo.

No dia 20 de maio, uma terça-feira, os 254 alunos da escola primária do Ziegelwasser (antigo afluente do Reno, hoje um dos canais que atravessam Estrasburgo, uma cidade constituída por várias "ilhas") se lançaram num desafio tão arriscado quanto difícil: dispensar toda e qualquer telinha de televisão, computador e consoles de videogame durante dez dias. Logo após o anúncio, os jornalistas passaram a disputar espaço diante da porta da escola, que é classificada na categoria ZEP (Zona de Educação Prioritária), situada no bairro popular do Neuhof, na periferia.

Até mesmo a secretária de Estado para a família Nadine Morano se deslocou de Paris até o estabelecimento. Uma semana mais tarde, as crianças estão prestes a vencerem a partida. A taxa de sucesso supera os 90%, enquanto a meta que havia sido projetada para tanto era de 70%."No começo, nós não sabíamos o que esperar", se recorda Lucette Tisserand, mãe de um baixinho chamado Samuel, de 7 anos e meio. Habitualmente, o seu filho fica assistindo aos desenhos animados na televisão, pela manhã, além das informações regionais e do seriado "Omar et Fred" no canal por assinatura "Canal+", à noite, junto com a sua mãe. Nos dias sem escola, ele fica brincando com o seu Nintendo DS."Ele realmente levou o desafio a sério. Um dia, excepcionalmente, eu quis assistir a uma reportagem na televisão sobre esta experiência. Pois ele saiu da sala e foi se trancar no seu quarto", recorda-se a sua mãe. Felizmente, o garoto dispõe de muitas alternativas: bicicleta, piscina, museu, feirinha de objetos usados no pátio da escola...

Com tudo isso, Samuel teve um fim de semana bastante agitado."Graças a esta experiência, o ambiente está tranqüilo lá em casa", acrescenta Lucette. "Em relação a tudo isso, creio que algumas dessas regras deverão ser mantidas: não mais assistir à televisão durante as refeições, continuar nos divertindo com jogos de sociedade, e ler uma história para o meu filho à noite".

Os pais, apoiados pela associação ambientalista estrasburguesa ECO-conseil, que esteve na origem da operação em parceria com a Câmara de Consumo da Alsácia, participaram da realização de diferentes atividades, as quais foram coordenadas pelo diretor da escola.

Na última terça-feira (27), duas mães estiveram ocupadas em recortar moldes para a oficina de costura do dia seguinte. "Há muitas coisas que nós fazemos para os nossos filhos que nós não faríamos anteriormente", explica Sabrina Klem, mãe de Lyse, 7 anos, e de Laura, 8 anos. "Por conta disso, anteriormente, eu não tinha contato algum com os outros pais. Agora, a gente se cumprimenta, e vai criando laços de amizade". A mesma constatação é feita por Karine Vanhouck, mãe de quatro filhos, dos quais um está sendo escolarizado na escola do Ziegelwasser. "O meu filho quer continuar estudando aqui, não apenas porque ele aprecia muito os desafios, como também porque nós temos nos mostrado mais disponíveis para ele".

Uma parte das crianças teve lá seus momentos de fraqueza, sucumbindo a uma ou outra tentação, mas nem por isso elas resolveram desistir. Este foi o caso de Yasin, 10 anos, e de Matine, 11 anos, que na semana assistiram ao jogo de futebol da final da Liga dos Campeões e ao seu programa predileto, "As Trinta histórias mais espetaculares". Nasrine, 10 anos, confessa ter participado de um chat, uma vez, no MSN, junto com a sua prima, e ter assistido a um programa sobre o código do trânsito. Dylan, por sua vez, "tropeçou" em duas oportunidades diante da sua televisão, e tampouco resistiu a brincar com seu videogame. Essas pequenas distorções das regras resultaram toda vez na retirada de um ponto em sua grade de avaliação, mas, no total, os resultados obtidos por esses quatro colegas se revelaram mais do que honrosos.

Sobre a mesa do diretor da escola, destaca-se uma pilha de cerca de quarenta cartas de incentivo. "Todas essas mensagens mostram que nós estamos lidando com um fenômeno que diz respeito a todos os meios da sociedade", analisa Xavier Rémy. "Os últimos dez dias que nós vivenciamos foram um pouco mágicos. A operação permitiu que laços sociais fossem firmados, e disso restará forçosamente alguma coisa". Ao meter o bedelho em comportamentos que, a priori, não lhe diziam respeito, mas sim envolviam a intimidade das famílias, a escola do Ziegelwasser desempenhou um papel unificador no nível do bairro, incentivando as famílias a participarem de uma aventura inédita na Europa."Para idealizar este projeto, nós nos inspiramos em parte na experiência quebequense de Jacques Brauder, um professor de ginástica aposentado que atua como militante em favor da paz", explica Serge Hygen, um encarregado de missão na associação ECO-conseil. No Canadá, um balanço realizado em dez escolas listou inúmeros benefícios que podem ser obtidos com operações desse tipo: melhora do bem-estar e do humor das crianças, que acabam passando uma maior parte do seu tempo com a família, além de menos disputas. A maior parte das escolas que haviam lançado o desafio manifestou a intenção de repetir a operação.

Tradução: Jean-Yves de Neufville

Que tal incentivarmos as escolas dos nossos filhos a fazerem este desafio?
Vale à pena tentar, mostrar as crianças que existe uma vida "lá fora"!