Sábado, 17 de Maio de 2008

Dúvidas sobre biodiesel?

O Biodiesel é um combustível produzido a partir de fontes totalmente renováveis, especialmente quando tem como suas matérias-primas etanol (ao invés de metanol) e um óleo qualquer de origem vegetal (mamona, soja, girassol) ou animal (como sebo).
Entende-se que um combustível biológico, seja um combustível renovável de origem animal ou vegetal, que pode ser usado em substituição nos mesmos maquinismos que consomem o óleo diesel destilado do petróleo ou, a fim de garantir a exploração integral da prospecção petrolífera sob a crosta terrestre, adicionado (pelas empresas refinadoras) sendo que nesse caso refere-se ao nome de um projeto.

Processo de fabricação
O biodiesel é comumente produzido através de uma reação denominada transesterificação de triglicerídeos (óleos ou gorduras animais ou vegetais) com álcoois de cadeia curta (metanol ou etanol), tendo, entre outros, a glicerina como subprodutos. A reação de transesterificação é catalisada por ácido ou base, dependendo das características do óleo e/ou gordura utilizados.
O uso de etanol
Um mito foi criado quanto à utilização de etanol no processo de transesterificação, dizendo que este não pode ser regente do processo. Essa é uma conclusão errônea ao passo que tudo (quantidade de reagente, catalisadores, etc) depende do tipo de tecnologia utilizada. O emprego de álcool anidro (grau de pureza maior que 99%) é necessário pois a presença de água na reação de transesterificação leva ao surgimento de emulsões. Hoje em dia empresas aqui mesmo no Brasil já produzem biodiesel utilizando álcool etílico anidro.

Metanol / Etanol
No Brasil, atualmente, a vantagem da rota etílica é a oferta desse álcool, de forma disseminada em todo território. Assim, os custos diferenciais de fretes, para o abastecimento de etanol versus abastecimento de metanol, em certas situações, possam influenciar numa decisão. Sob o ponto de vista ambiental, o uso do etanol leva vantagem sobre o uso do metanol, quando este álcool é obtido de derivados do petróleo, no entanto é importante considerar que o metanol pode ser produzido a partir da biomassa.

Fontes alternativas de óleos e gorduras
O combustível pode ser produzido a partir de qualquer fonte de ácidos graxos, além dos óleos e gorduras animais ou vegetais, porém nem todas as fontes de ácidos graxos viabilizam o processo a nível industrial. Os resíduos graxos também aparecem como matérias primas para a produção do biodiesel. Nesse sentido, podem ser citados os óleos de frituras, as borras de refinação, a matéria graxa dos esgotos, óleos ou gorduras vegetais ou animais fora de especificação, ácidos graxos, etc.

Mistura biodiesel/diesel
O biodiesel pode ser usado misturado ao óleo diesel proveniente do petróleo em qualquer concentração, sem necessidade de alteração nos motores Diesel já em funcionamento, porém em alguns motores antigos no Brasil necessitam de alterações.

Importância estratégica
Pode cooperar para o desenvolvimento econômico regional, na medida em que se possa explorar a melhor alternativa de fonte de óleo vegetal (óleo de mamona, de soja, de dendê, etc.) específica de cada região. O consumo do biodiesel em lugar do óleo diesel baseado no petróleo pode claramente diminuir a dependência ao petróleo (a chamada "petrodependência"), contribuir para a redução da poluição atmosférica, já que contém menores teores de enxofre e outros poluentes, além de gerar alternativas de empregos em áreas geográficas menos propícias para outras atividades econômicas e, desta forma, promover a inclusão social.

As vantagens do biodiesel
É energia renovável. As terras cultiváveis podem produzir uma enorme variedade de oleaginosas como fonte de matéria-prima para o biodiesel.
É constituído de carbono neutro. As plantas capturam o CO2 emitido pela queima do biodiesel e separam-no em carbono e oxigênio, zerando o balanço entre emissão dos veículos e absorção das plantas.
Contribui ainda para a geração de empregos no setor primário, que no Brasil é de suma importância para o desenvolvimento social. Com isso, evita o êxodo do trabalhador no campo, reduzindo o inchaço das grandes cidades e favorecendo o ciclo da economia auto-sustentável essencial para a autonomia do país. Muito dinheiro é gasto para o refino e prospecção do petróleo. O capital pode ter um fim social melhor para o país, visto que o biodiesel não requer esse tipo de investimento.

Projeto piloto
Cidades como Curitiba, capital do Estado do Paraná, Brasil, possuem frota de ônibus para transporte coletivo movida a biodiesel. Esta ação reduziu substancialmente a poluição ambiental, aumentando, portanto, a qualidade do ar e, por conseqüência, a qualidade de vida num universo populacional de três milhões de habitantes. Acredita-se que até 2010 mais de quinhentas cidades estarão com o biodiesel em suas bombas.
Desvantagens na utilização do Biodiesel
Os grandes volumes de glicerina previstos (subproduto) só poderão ter mercado a preços muito inferiores aos atuais; todo o mercado de óleo-químico poderá ser afetado. Não há uma visão clara sobre os possíveis impactos potenciais desta oferta de glicerina; No Brasil e na Ásia, lavouras de soja e dendê, cujos óleos são fontes potencialmente importantes de biodiesel, estão invadindo florestas tropicais, importantes bolsões de biodiversidade. Embora, aqui no Brasil, essas lavouras não tenham o objetivo de serem usadas para biodiesel, essa preocupação deve ser considerada.

Fundamentos estratégicos do biodiesel
O Biodiesel não deve ser visto como um produto, mas sim, um projeto a nível governamental, que tem por missão promover a fusão dos recursos renováveis (combustíveis biológicos) com os esgotáveis (petróleo), a fim de garantir ao governos o monopólio dos combustíveis e a sobrevida das estatais produtoras de petróleo.



Obrigada, Cleber, pelo material.

Terça-feira, 6 de Maio de 2008

Algumas dicas para ajudar a não acabar com o nosso planeta...



Tente fazer algumas dessas dicas que peguei do meu amigo Oscar, do http://oscar-vg.blogspot.com/
, às vezes, uma coisa que você acha ser bem pequena, feita por muitas pessoas, pode ajudar muito...

Dicas:
1. Tampe suas panelas enquanto cozinha.
Parece óbvio, não é? E é mesmo! Ao tampar as panelas, enquanto cozinha, você aproveita o calor que simplesmente se perderia no ar.
2. Aprenda a cozinhar em panela de pressão.
Acredite... Dá para cozinhar tudo em panela de pressão: Feijão, arroz, macarrão, carne, peixe etc. É muito mais rápido e economiza 70% de gás.
3. Cozinhe com fogo mínimo.

Se você não faltou às aulas de física no 2º grau, você sabe: Não adianta, por mais que você aumente o fogo, sua comida não vai cozinhar mais depressa, pois a água não ultrapassa 100ºC em uma panela comum. Com o fogo alto, você vai é queimar sua comida.
4. Antes de cozinhar, retire da geladeira todos os ingredientes de uma só vez.
Evite o abre-fecha da geladeira toda vez que seu cozido precisar de uma cebola, uma cenoura, etc.

5. Não troque o seu celular.
Já foi tempo que celular era sinal de status. Hoje em dia qualquer Zé mané tem. Trocar por um mais moderno para tirar onda? Ninguém se importa. Fique com o antigo pelo menos enquanto estiver funcionando perfeitamente ou em bom estado. Se o problema é a bateria, considere o custo/benefício trocá-la e descartá-la adequadamente, encaminhando-a a postos de coleta. Celulares trouxeram muita comodidade à nossa vida, mas utilizam de derivados de petróleo em suas peças e metais pesados em suas baterias. Além disso, na maioria das vezes sua produção é feita utilizando mão de obra barata em países em desenvolvimento. Utilize seus gadgets até o final da vida útil deles, lembre-se de que eles certamente não foram nada baratos.
6. Compre um ventilador de teto.
Nem sempre faz calor suficiente para ser preciso ligar o condicionador de ar. Na maioria das vezes um ventilador de teto é o ideal para refrescar o ambiente gastando 90% menos energia. Combinar o uso dos dois também é uma boa idéia. Regule seu condicionador de ar para o mínimo e ligue o ventilador de teto.
7. Use somente pilhas e baterias recarregáveis.
É certo que são caras, mas ao uso em médio e longo prazo elas se pagam com muito lucro. Duram anos e podem ser recarregadas em média 1000 vezes.
8. Limpe ou troque os filtros o seu condicionador de ar.

Um condicionador de ar sujo representa 158 quilos de gás carbônico a mais na atmosfera por ano.
9. Troque suas lâmpadas incandescentes por fluorescentes.
Lâmpadas fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente. Assim, você economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente.
10. Escolha eletrodomésticos de baixo consumo energético.
Procure por aparelhos com o selo do Procel (no caso de nacionais) ou Energy Star (no caso de importados).

11. Não deixe seus aparelhos em standby.
Simplesmente desligue ou tire da tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função de standby de um aparelho usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando ele está em uso.
12. Mude sua geladeira ou freezer de lugar.
Ao colocá-los próximos ao fogão, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Mantenha-os afastados pelos menos 15 cm das paredes para evitar o superaquecimento. Colocar roupas e tênis para secar atrás deles então, nem pensar!
13. Descongele geladeiras e freezers antigos a cada 15 ou 20 dias.
O excesso de gelo reduz a circulação de ar frio no aparelho, fazendo que gaste mais energia para compensar. Se for o caso, considere trocar de aparelho. Os novos modelos consomem até metade da energia dos modelos mais antigos, o que subsidia o valor do eletrodoméstico a médio/longo prazo.

14. Use a máquina de lavar roupas/louça só quando estiverem cheias.
Caso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças, não é necessário usar água quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já resolve.
15. Retire imediatamente as roupas da máquina de lavar quando estiverem limpas.
As roupas esquecidas na máquina de lavar ficam muito amassadas, exigindo muito mais trabalho e tempo para passar e consumindo assim muito mais energia elétrica.
16. Use menos água quente.
Aquecer água consome muita energia. Para lavar a louça ou as roupas, prefira usar água fria.

17. Pendure ao invés de usar a secadora.
Você pode economizar mais de 317 quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano ao invés de usar a secadora.
18. Nunca é demais lembrar: recicle.
Recicle no trabalho e em casa. Se a sua cidade ou bairro não tem coleta seletiva, leve o lixo até um posto de coleta.

19. Faça compostagem.
Cerca de 3% do metano que ajuda a causar o efeito estufa é gerado pelo lixo orgânico doméstico. Aprenda a fazer compostagem: além de reduzir o problema, você terá um jardim saudável e bonito.

20. Reduza o uso de embalagens.
Embalagem menor é sinônimo de desperdício de água, combustível e recursos naturais. Prefira embalagens maiores, de preferência com refil. Evite ao máximo comprar água em garrafinhas, leve sempre com você a sua própria.
21. Compre papel reciclado.
Produzir papel reciclado consome de 70 a 90% menos energia do que o papel comum, e poupa nossas florestas.
22. Utilize uma sacola para as compras.
Sacolas plásticas descartáveis são um dos grandes inimigos do meio-ambiente. Elas não apenas liberam gás carbônico e metano na atmosfera, como também poluem o solo e o mar. Quando for ao supermercado, leve uma sacola de feira ou suas próprias sacolas plásticas.
23. Plante uma árvore.
Uma árvore absorve uma tonelada de gás carbônico durante sua vida. Plante árvores no seu jardim ou inscreva-se em programas como o SOS Mata Atlântica ou Iniciativa Verde .

24. Compre alimentos produzidos na sua região.
Fazendo isso, além de economizar combustível, você incentiva o crescimento da sua comunidade, bairro ou cidade.
25. Compre alimentos frescos ao invés de congelados.
Comida congelada além de mais cara, consome até 10 vezes mais energia para ser produzida. É uma praticidade que nem sempre vale à pena.
29. Compre orgânicos.
Por enquanto, alimentos orgânicos são um pouco mais caros pois a demanda ainda é pequena no Brasil. Mas você sabia que, além de não usar agrotóxicos, os orgânicos respeitam os ciclos de vida de animais, insetos e ainda por cima absorvem mais gás carbônico da atmosfera que a agricultura "tradicional"? Se toda a produção de soja e milho dos EUA fosse orgânica, cerca de 240 bilhões de quilos de gás carbônico seriam removidos da atmosfera. Portanto, incentive o comércio de orgânicos para que os preços possam cair com o tempo.
30. Ande menos de carro.
Use menos o carro e mais o transporte coletivo (ônibus, metrô) ou o limpo (bicicleta ou a pé). Se você deixar o carro em casa 2 vezes por semana, deixará de emitir 700 quilos de poluentes por ano.
31. Não deixe o bagageiro vazio em cima do carro.
Qualquer peso extra no carro causa aumento no consumo de combustível. Um bagageiro vazio gasta 10% a mais de combustível, devido ao seu peso e aumento da resistência do ar.
32. Mantenha seu carro regulado.
Calibre os pneus a cada 15 dias e faça uma revisão completa a cada seis meses, ou de acordo com a recomendação do fabricante. Carros regulados poluem menos. A manutenção correta de apenas 1% da frota de veículos mundial representa meia tonelada de gás carbônico a menos na atmosfera.
33. Lave o carro a seco.
Existem diversas opções de lavagem sem água, algumas até mais baratas do que a lavagem tradicional, que desperdiça centenas de litros a cada lavagem. Procure no seu posto de gasolina ou no estacionamento do shopping ou supermercado.
34. Quando for trocar de carro, escolha um modelo menos poluente.
Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, existem indícios de que parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana de açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos. Em cidades como São Paulo, onde no horário de pico anda-se a 10km/h, não faz muito sentido ter carros grandes e potentes para ficar parados nos congestionamentos.
35. Use o telefone ou a Internet.
A quantas reuniões de 15 minutos você já compareceu esse ano, para as quais teve que dirigir por quase uma hora para ir e outra para voltar? Usar o telefone ou skype pode poupar você de stress, além de economizar um bom dinheiro e poupar a atmosfera.
36. Voe menos, reúna-se por videoconferência.
Reuniões por videoconferência são tão efetivas quanto as presenciais. E deixar de pegar um avião faz uma diferença significativa para a atmosfera.
37. Economize CDs e DVDs.
CDs e DVDs sem dúvida são mídias eficientes e baratas, mas você sabia que um CD leva cerca de 450 anos para se decompor e que, ao ser incinerado, ele volta como chuva ácida (como a maioria dos plásticos)? Utilize mídias regraváveis, como CD-RWs, drives USB ou mesmo e-mail ou FTP para carregar ou partilhar seus arquivos. Hoje em dia, são poucos arquivos que não podem ser disponibilizados virtualmente ao invés de em mídias físicas.
38. Proteja as florestas.
Por anos os ambientalistas foram vistos como "eco-chatos". Mas em tempos de aquecimento global, as árvores precisam de mais defensores do que nunca. O papel delas no aquecimento global é crítico, pois mantém a quantidade de gás carbônico controlada na atmosfera.
39. Considere o impacto de seus investimentos.
O dinheiro que você investe não rende juros sozinho. Isso só acontece quando ele é investido em empresas ou países que dão lucro. Na onda da sustentabilidade, vários bancos estão considerando o impacto ambiental das empresas em que investem o dinheiro dos seus clientes. Informe-se com o seu gerente antes de escolher o melhor investimento para você e o meio ambiente.
40. Informe-se sobre a política ambiental das empresas que você contrata.
Seja o banco onde você investe ou o fabricante do shampoo que utiliza, todas as empresas deveriam ter políticas ambientais claras para seus consumidores. Ainda que a prática esteja se popularizando, muitas empresas ainda pensam mais nos lucros e na imagem institucional do que em ações concretas. Por isso, não olhe apenas para as ações que a empresa promove, mas também a sua margem de lucro alardeada todos os anos. Será mesmo que eles estão colaborando tanto assim?
41. Desligue o computador.
Muita gente tem o péssimo hábito de deixar o computador de casa ou da empresa ligado ininterruptamente, às vezes fazendo downloads, às vezes simplesmente por comodidade. Desligue o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilizá-lo e o monitor por até quinze minutos.
42. Considere trocar seu monitor.
O maior responsável pelo consumo de energia de um computador é o monitor. Monitores de LCD são mais econômicos, ocupam menos espaço na mesa e estão ficando cada vez mais baratos. O que fazer com o antigo? Doe a instituições como o Comitê para a Democratização da Informática .
43. No escritório, desligue o ar condicionado uma hora antes do final do expediente.
Num período de 8 horas, isso equivale a 12,5% de economia diária, o que equivale a quase um mês de economia no final do ano. Além disso, no final do expediente a temperatura começa a ser mais amena.

44. Não permita que as crianças brinquem com água.
Banho de mangueira, guerrinha de balões de água e toda sorte de brincadeiras com água são sem dúvida divertidas, mas passam a equivocada idéia de que a água é um recurso infinito, justamente para aqueles que mais precisam de orientação, as crianças.. Não deixe que seus filhos brinquem com água, ensine a eles o valor desse bem tão precioso.
45. No hotel, economize toalhas e lençois.
Use o bom senso... Você realmente precisa de uma toalha nova todo dia? Você é tão imundo assim? Em hotéis, o hóspede tem a opção de não ter as toalhas trocadas diariamente, para economizar água e energia. Trocar uma vez a cada 3 dias já está de bom tamanho. O mesmo vale para os lençois, a não ser que você mije na cama...

46. Participe de ações virtuais.
A Internet é uma arma poderosa na conscientização e mobilização das pessoas. Um exemplo é o site ClickÁrvore , que planta árvores com a ajuda dos internautas. Informe-se e aja!
47. Instale uma válvula na sua descarga.
Instale uma válvula para regular a quantidade de água liberada no seu vaso sanitário: mais quantidade para o número 2, menos para o número 1!

48. Não peça comida para viagem.
Se você já foi até o restaurante ou à lanchonete, que tal sentar um pouco e curtir sua comida ao invés de pedir para viagem? Assim você economiza as embalagens de plástico e isopor utilizadas.

49.
Regue as plantas à noite.
Ao regar as plantas à noite ou de manhãzinha, você impede que a água se perca na evaporação, e também evita choques térmicos que podem agredir suas plantas.
50. Frequente restaurantes naturais/orgânicos.
Com o aumento da consciência para a preservação ambiental, uma gama enorme de restaurantes naturais, orgânicos e vegetarianos está se espalhando pelas cidades. Ainda que você não seja vegetariano, experimente os novos sabores que essa onda verde está trazendo e assim estará incentivando o mercado de produtos orgânicos, livres de agrotóxicos e menos agressivos ao meio-ambiente.
51. Vá de escada.
Para subir até dois andares ou descer três, que tal ir de escada? Além de fazer exercício, você economiza energia elétrica dos elevadores.
52. Faça sua voz ser ouvida pelos seus representantes.
Use a Internet, cartas ou telefone para falar com os seus representantes em sua cidade, estado e país. Mobilize-se e certifique-se de que os seus interesses - e de todo o planeta - sejam atendidos.

Ops! Eu falei 53 e só tem 52? É que a 53ª. é: CONTE ESSAS DICAS PARA TODO MUNDO!

Fazendo isso, você ajudará a fazer um mundo melhor!


Sexta-feira, 2 de Maio de 2008

Muito Feliz!!!



Hoje faço 35 anos e estou muito feliz!!!

Gostaria de agradecer a todos pelas visitas... Quando criei este espaço não esperava tanto!
Estou feliz de poder passar mensagens importantes para tantas pessoas e por ter feito ótimos amigos...
Voltem sempre...
Beijos!!!

Neula Abrantes. (Lola)

Quarta-feira, 16 de Abril de 2008

Madeira sustentável americana.



Recebi um e-mail do jornalista Fabio Riesemberg, neste e-mail ele dizia que através de uma pesquisa chegou até meu blog e a minha postagem sobre móveis de madeira (Usar móveis de madeira é correto ou não?) e perguntou se eu poderia ajudá-lo a divulgar a madeira americana. Questionei o assunto sobre vários aspectos e fiz a seguinte proposta: “mostre-me que vale à pena divulgar essa madeira, faça isso sobre aspectos ambientais e mostre-me a idoneidade dessa empresa”. Ele o fez, para confirmar a veracidade dos fatos mencionados em minha postagem, até entrou em contato com o pesquisador brasileiro Márcio Nahuz, citado na mesma. Aqui está sua matéria. Ecologicamente correta.



CONSUMO NA PRODUÇÃO
Madeira é 21 vezes mais econômica que cimento.
Material tem bom desempenho estrutural e estético, além de aprisionar carbono por mais tempo...



A madeira tem uma segunda oportunidade na arquitetura e na indústria, depois que seu uso foi relegado a aplicações ornamentais e de decoração, a partir da Revolução Industrial. Especialistas e grandes representantes do setor florestal mundial têm enfatizado o alto grau de desempenho da madeira em termos de consumo energético, além do apelo estético e maiores possibilidades de sustentabilidade em sua aplicação. Ao contrário do que muitos ainda podem imaginar, utilizar madeira para construir estruturas, habitações e móveis é uma atitude altamente ecológica, desde que o material tenha origem e consumo sustentáveis. De acordo com o IDHEA – Instituto para o Desenvolvimento da Habitação Ecológica - sediado em São Paulo, produzir 1 kg de madeira consome 21 vezes menos energia que fabricar a mesma quantidade em cimento.
Comparada à quantidade de energia empregada para o a obtenção do plástico ou do aço, a economia ainda pode chegar a incríveis 99%. (veja a tabela)

Material construtivo versátil e competitivo no mundo inteiro e no Brasil, país de forte vocação florestal, a madeira é capaz de agregar valor a produtos em diversos setores, sendo um dos mais promissores da construção civil. Hoje, aspectos como durabilidade, desempenho e custo continuam indispensáveis a qualquer análise de custo/benefício. Porém, um novo fator vem crescendo no mercado: o ambiental. Este é um movimento mundial e certamente irreversível, que decorre da ampliação da consciência dos consumidores para a escassez dos recursos naturais do planeta.
O pesquisador brasileiro Márcio Nahuz, doutor em Ciência e Tecnologia da Madeira pela Universidade de Bangor (Reino Unido), afirma que a sociedade reconhece cada dia mais que a madeira é um material amigável, renovável e que aprisiona carbono, evitando o aquecimento global. “O Brasil anda a passos largos em várias áreas da indústria florestal e o Ministério do Meio Ambiente tem até um programa chamado Produção e Consumo Sustentado, para estimular a sustentabilidade no mercado nacional”, diz o pesquisador.
O Conselho de Exportação de Madeira de Lei Americana (AHEC), que reúne a maior parte dos produtores de madeira de lei americana é um dos grandes organismos do setor de base florestal mundial que incentiva o uso da madeira na construção civil. Com participação e colaboração governamental, o AHEC (sigla para American Hardwood Export Council) o conselho desfruta hoje de bosques americanos 100% sustentáveis, com um inventário florestal que tem duas vezes o tamanho que tinha nos anos cinqüenta. Ambientalmente corretas, as madeiras americanas têm um argumento legítimo para alavancar o crescimento das exportações da madeira dura americana em todo o mundo. Para Michael Snow, diretor executivo do AHEC, “a madeira é um dos recursos renováveis de menor consumo energético no seu processo de industrialização”. Segundo ele, “isso funciona como um eficiente ‘armazém ativo’ de carbono”.

Observador do aspecto mercantil, o diretor do AHEC na América Latina, Luis Zertuche, diz que o é importante dar-se conta de que o uso da madeira americana pode trazer benefícios comerciais em grande escala e alerta: “A primeira coisa a fazer a respeito do tema é livrá-lo de todos os mitos existentes a respeito de sua produção e de seu impacto ecológico”.
Márcio Nahuz também ressalta o favorecimento realizado pelos Estados Unidos em relação à madeira na construção civil. “Esse incentivo é uma grande coisa porque quanto mais se usa madeira, mais carbono se fixa e deixa de se juntar à atmosfera”, explica o pesquisador, que observa algumas vantagens do material. “A madeira deve ser usada porque é renovável, tem apelo estético, nós já conhecemos, sabemos trabalhar com ela e está cheia de pontos positivos”.
Alternativa comercial para o setor de base florestal brasileiro em tempos bicudos para a exportação, a madeira dura americana é um exemplo claro dos novos caminhos que se abrem no mercado sustentável. “As madeiras duras americanas têm aparência extremamente uniforme e podem ser facilmente reconhecidas porque são em número pequeno comercialmente”, comenta Nahuz. “Não vejo nada de mal em um eventual aumento da importação de madeiras americanas pelo Brasil, afinal os Estados Unidos são os maiores compradores da madeira brasileira”, salienta o brasileiro.



Algumas das 22 madeiras americanas de uso comercial:

Carvalho Vermelho Americano (Red Oak)
Carvalho Branco Americano (White Oak)
Bordo Duro (Hard Maple)
Bordo Brando (Soft Maple)
Nogueira (American Walnut)
Cerejeira Americana (American Cherry)O Freixo (Ash)



A madeira e os outros:

Consumo de energia para a fabricação de materiais em kWh/kg.
Fonte: IDHEA – Instituto para o Desenvolvimento da Habitaçãon Ecológica.

Areia, brita, terra e pedra.......................... 0,01
Madeira ..................................................... 0,1
Concreto ................................................... 0,2
Gesso ........................................................ 1,0
Cimento .................................................... 2,2
Vidro ........................................................ 6,0
Plásticos ................................................... 10
Aço .......................................................... 10
Alumínio ................................................. 56




Fabio Riesemberg
American Hardwood Export Council
em conjunto com o sítio
CNNEXPANSIÓN.com
e Revista da Madeira
Contato: (41) 3072-3110 e 9225-5230 - paracima@gmail.com

*CRÉDITO DA FOTO: AHEC BANCO DE IMAGENS
*Para solicitar fotos em alta resolução, favor entrar em contato.

Sexta-feira, 4 de Abril de 2008

PLASTICOMANIA - INDESCARTÁVEL‏


Um amigo me enviou por e-mail assim que recebeu em sua empresa.

Plasticomania...

A farra dos sacos plásticos...
André Trigueiro: pós-graduado em meio ambiente, jornalista, redator e apresentador do Jornal das 10, da Globonews, desde 1996. 'Creio que um dos primeiros presentes que recebi de meus sogros em Viena foram 2 bolsas de algodão para ir ao Supermercado. Depois compreendi'.

No Brasil os supermercados, farmácias e boa parte do comércio varejista embalam em saquinhos tudo o que passa pela caixa registradora. Não importa o tamanho do produto que se tenha à mão, aguarde a sua vez porque ele será embalado num saquinho plástico. O pior é que isso já foi incorporado na nossa rotina como algo normal, como se o destino de cada produto comprado fosse mesmo um saco plástico. Nossa dependência é tamanha que quando ele não está disponível costumamos reagir com reclamações indignadas. Quem recusa a embalagem de plástico é considerado, no mínimo, exótico.

Outro dia fui comprar lâminas de barbear numa farmácia e me deparei com uma situação curiosa: a caixinha com as lâminas cabia perfeitamente na minha pochete. Meu plano era levar para casa assim mesmo. Mas num gesto automático, a funcionária registrou a compra e enfiou rapidamente a mísera caixinha num saco onde caberiam seguramente outras dez.

Pelas razões que explicarei abaixo, recusei gentilmente a embalagem.

A plasticomania vem tomando conta do planeta desde que o inglês Alexander Parkes inventou o primeiro plástico, em 1862. O novo material sintético reduziu os custos dos comerciantes e incrementou a sanha consumista da civilização moderna. Mas os estragos causados pelo derrame indiscriminado de plásticos na natureza tornou o consumidor um colaborador passivo de um desastre ambiental de grandes proporções.
Feitos de resinas sintéticas originadas do petróleo, esses sacos não são biodegradáveis e levam séculos para se decompor na natureza.
Usando a linguagem dos cientistas, esses saquinhos são feitos de cadeias moleculares inquebráveis, e é impossível definir com precisão quanto tempo levam para desaparecer no meio natural.
No caso específico das sacolas de supermercado, por exemplo, a matéria-prima é o plástico filme, produzido a partir de uma resina chamada polietileno de baixa densidade (PEBD).

No Brasil são produzidas 210 mil toneladas anuais de plástico filme,que já representa 9,7% de todo o lixo do país. Abandonados em vazadouros, esses sacos plásticos impedema passagem da água, retardando a decomposição dos materiais biodegradáveis, e dificultam a compactação dos detritos.
Essa realidade que tanto preocupa os ambientalistas no Brasil,já justificou mudanças importantes na legislação - e na cultura -de vários países europeus.

Na Alemanha, por exemplo, a plasticomania deu lugar à sacolamania (cada um levando sua própria sacola). Quem não anda com sua própria sacola a tiracolo para levar as compras é obrigado a pagar uma taxa extra pelo uso de sacos plásticos. O preço é salgado: o equivalente a sessenta centavos a unidade.

A guerra contra os sacos plásticos ganhou força em 1991, quando foi aprovada uma lei que obriga os produtores e distribuidores de embalagens a aceitar de volta e a reciclar seus produtos após o uso. E o que fizeram os empresários? Repassaram imediatamente os custos para o consumidor. Além de antiecológico, ficou bem mais caro usar sacos plásticos na Alemanha.

Na Irlanda, desde 1997 paga-se um imposto de nove centavos de libra irlandesa por cada saco plástico. A criação da taxa fez multiplicar o número de irlandeses indo às compras com suas próprias sacolas de pano, de palha e mochilas.

Em toda a Grã-Bretanha, a rede de supermercados CO-OP mobilizou a atenção dos consumidores com uma campanha original e ecológica: todas as lojas da rede terão seus produtos embalados em sacos plásticos 100% biodegradáveis. Até dezembro deste ano, pelo menos 2/3 de todos os saquinhos usados na rede serão feitos de um material que, segundo testes em laboratório, se decompõe dezoito meses depois de descartado. Com um detalhe interessante: se por acaso não houver contato com a água, o plástico se dissolve assim mesmo, porque serve de alimento para microorganismos encontrados na natureza.

Não há desculpas para nós brasileiros não estarmos igualmente preocupados com a multiplicação indiscriminada de sacos plásticos na natureza.

O país que sediou a Rio-92 (Conferência Mundial da ONU sobre Desenvolvimento e Meio Ambiente) e que tem uma das legislações ambientais mais avançadas do planeta, ainda não acordou para o problema do descarte de embalagens em geral e dos sacos plásticos em particular.

A única iniciativa de regulamentar o que hoje acontece de forma aleatória e caótica foi rechaçada pelo Congresso na legislatura passada.

O então deputado Emerson Kapaz foi o relator da comissão criada para elaborar a 'Política Nacional de Resíduos Sólidos'. Entre outros objetivos, o projeto apresentava propostas para a destinação inteligente dos resíduos, a redução do volume de lixo no Brasil, e definia regras claras para que produtores e comerciantes assumissem novas responsabilidades em relação aos resíduos que descartam na natureza, assumindo o ônus pela coleta e processamento de materiais que degradam o meio ambiente e a qualidade de vida.

O projeto elaborado pela comissão não chegou a ser votado. Não se sabe quando será. Sabe-se apenas que não está na pauta do Congresso.

Omissão grave dos nossos parlamentares que não pode seratribuída ao mero esquecimento.

Há um lobby poderoso no Congresso trabalhando no sentidode esvaziar esse conjunto de propostas que atinge determinados setores da indústria e do comércio.

É preciso declarar guerra contra a plasticomania e se rebelar contra a ausência de uma legislação específica para a gestão dos resíduos sólidos.


Há muitos interesses em jogo. Qual é o seu?



Obrigada, Milton Martins, pelo material.






Segunda-feira, 31 de Março de 2008

Alternativa para diminuir a incidência da dengue...

Dengue, como combatê-la?



Já ouvimos falar da armadilha para pegar o mosquito da dengue (
http://culinariareceitas.blogspot.com/2008/03/responsabilidade-social-armadilha-para.html). Hoje, recebi um e-mail com mais uma dica. Muitas pessoas estão morrendo por causa desta doença e as autoridades competentes nada fazem, as iniciativas precisam partir de nós mesmos. Está alternativa é fácil, barata e ecologicamente correta.


CAFÉ x DENGUE

Café, a nova arma contra o mosquito da dengue.Uma cientista paulista, a bióloga Alessandra Laranja, do Instituto de Biociências da UNESP (campus de São José do Rio Preto), durante a pesquisa da sua dissertação de mestrado, descobriu que a borra de café produz um efeito que bloqueia a postura e o desenvolvimento dos ovos do Aedes aegypti.

O processo é extremamente simples: o mosquito pode ser combatido colocando-se borra de café nos pratinhos de coleta de água dos vasos, nos pratos dos xaxins, dentro das folhas das bromélias, etc. A borra de café, que é produzida todos os dias em praticamente todas as casas tem custo zero, o único trabalho é o de colocá-la nas plantas, inclusive sendo jogada sobre o solo do jardim e quintal.

Os especialistas em saúde pública, entre eles médicos sanitaristas, estão saudando a descoberta de Alessandra, uma vez que, além da ameaça da Dengue 3, possível de acontecer devido às fortes enxurradas de final de ano, surge outra ameaça proveniente do exterior: a da Dengue tipo 4. Conforme explica a bióloga, 500 microgramas de cafeína da borra de café por mililitro de água bloqueiam o desenvolvimento da larva no segundo de seus quatro estágios e reduz o tempo de vida dos mosquitos adultos.

Em seu estudo ela demonstrou que a cafeína da borra de café altera as enzimas esterases, responsáveis por processos fisiológicos fundamentais como o metabolismo hormonal e da reprodução, podendo ser essa a causa dos efeitos verificados sobre a larva e o inseto adulto.

A solução com cafeína pode ser feita com duas colheres de sopa de borra de café para cada meio copo de água, o que facilita o uso pela população de baixa renda e pode ser aplicada em pratos que ficam sob vasos com plantas, dentro de bromélias e sobre a terra dos vasos, jardins e hortas.

O mosquito se desenvolve até mesmo na película fina de água que às vezes se forma sobre a terra endurecida dos jardins e hortas, também na água dos ralos e de outros recipientes com água parada (pneus,garrafas, latas, caixas d'água etc.)."A borra não precisa ser diluída em água para ser usada", diz a bióloga. Pode ser colocada diretamente nos recipientes, já que a água que escorre depois de regar as plantas vai diluí-la.

Ou seja: ela recomenda que a borra de café passe a ser usada, também, como um adubo ecologicamente correto.

Atualmente, o método mais usado no combate ao Aedes aegypti é o aspersão dos inseticidas organofosforados, altamente tóxicos para homens, animais e plantas.Vale lembrar que, quem for mordido pelo mosquito deve tomar muita sopa de inhame. Além de ser deliciosa, ainda ajuda a aumentar as plaquetas que vão se reduzindo com a dengue. E não se esquecer de se hidratar bastante.

Luciana Rocha Antunes é Bióloga - especialista em Gestão Ambiental
Mestranda em Agroecologia e Desenv. Rural UFSCar e Embrapa Meio Ambiente.
Tel: 55 19 81567751
lurantunes@yahoo.com.br

Sintomas da Dengue

Depois da picada do mosquito, os sintomas se manifestam a partir do 3 º dia. O tempo médio do ciclo é de 5 a 6 dias, e o intervalo entre a picada e a manifestação da doença chama-se período de incubação. É só depois desse período que os sintomas aparecem, sendo os da Dengue Clássica caracterizados por febre alta com início súbito, forte dor de cabeça, dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos, perda do paladar e apetite, manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores, náuseas e vômitos, tonturas, extremo cansaço, moleza e dor no corpo e muitas dores nos ossos e articulações. No caso da Dengue Hemorrágica os sintomas são os mesmos da Dengue Clássica. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta constituídos por dores abdominais fortes e contínuas, vômitos persistentes, pele pálida, fria e úmida, sangramento pelo nariz, boca e gengivas, manchas vermelhas na pele, sonolência, agitação e confusão mental, sede excessiva e boca seca, pulso rápido e fraco, dificuldade respiratória e perda de consciência. Na dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas. De acordo com estatísticas do Ministério da Saúde, cerca de 5% das pessoas com dengue hemorrágica morrem.

Prevenindo à Dengue

Atitudes simples que podem acabar com os focos de dengue na sua casa: encher de areia, até a borda, os pratinhos dos vasos de planta. Lave semanalmente, por fora e por dentro, com escova e sabão, tanques utilizados para armazenar água. Jogue no lixo todo objeto que possa acumular água, como embalagens usadas, potes, latas, copos, garrafas vazias e etc. Mantenha bem tampados tonéis e barris de água. Lave, principalmente por dentro e com escova e sabão, os utensílios usados para guardar água em casa, como jarras, garrafas, potes, baldes, etc. Mantenha a caixa d’água sempre fechada com tampa adequada. Se tiver vasos de plantas aquáticas troque a água e lave o vaso, principalmente por dentro, com escova, água e sabão, pelo menos uma vez por semana. Mantenha o saco de lixo bem fechado e fora do alcance de animais até o recolhimento pelo serviço de limpeza urbana. Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira bem fechada. Não jogue lixo em terrenos baldios. Remova folhas, galhos e tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas. Não deixe a água da chuva acumulada sobre a laje. Se não colocou areia e acumulou água no pratinho de planta lave-o com escova, água e sabão. Faça isso uma vez por semana. Entregue pneus velhos ao serviço de limpeza urbana ou guarde-os sem água em local coberto e abrigado da chuva. Guarde garrafas sempre de cabeça para baixo.“As ações preconizadas demonstram que o esforço para prevenir e controlar a dengue conta com a participação ativa da população e envolve o desencadeamento de ações na ponta, junto aos municípios.

Para obtermos resultados positivos é preciso a participação de todos, pois a dengue é responsabilidade de todos nós.




Quinta-feira, 27 de Março de 2008

Créditos de Carbono.




O que são créditos de carbono?

Créditos de carbono são Certificados de Redução de Emissões (CERS) que autorizam o direito de poluir. As agências de proteção ambiental reguladoras emitem certificados autorizando emissões de toneladas de dióxido de enxofre, monóxido de carbono e outros gases poluentes. Inicialmente, selecionam-se indústrias que mais poluem no país e, a partir daí são estabelecidas metas para a redução de suas emissões.
As empresas recebem bônus negociáveis na proporção de suas responsabilidades. Cada bônus, cotado em dólares ou euros, equivale a uma tonelada de poluentes. Quem não cumpre as metas de redução progressiva estabelecidas por lei, tem que comprar certificados das empresas mais bem sucedidas. O sistema tem a vantagem de permitir que cada empresa estabeleça seu próprio ritmo de adequação às leis ambientais.
Há várias empresas especializadas no desenvolvimento de projetos que reduzem o nível de gás carbônico na atmosfera e na negociação de certificados espalhadas pelo mundo, preparadas para vender cotas dos países subdesenvolvidos e países em desenvolvimento que, em geral emitem menos poluentes, para os que poluem mais. Enfim, estão negociando contratos de compra e venda de certificados que conferem aos países desenvolvidos o direito de poluir.
Eduardo Viola, Professor Titular do Departamento de Relações Internacionais e Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB), analisa:
Está claro hoje que para proteger o ambiente precisamos ir além dos mecanismos rígidos de comando e controle que predominaram no mundo nos últimos 30 anos.
A criação de mecanismos de mercado que valorizam os recursos naturais é uma extraordinária inovação cujo primeiro exemplo deu-se nos EUA com a emenda de 1990 ao Clean Air de 1970. Por causa dessa Emenda de 1990, que criou as cotas comercializáveis de poluição nas bacias aéreas regionais dos EUA, a poluição do ar diminuiu numa media de 40% nos EUA entre 1991 e 1998. Várias iniciativas, seguindo o mesmo princípio, estão em processo de ser adotadas em vários países e internacionalmente (o Protocolo de Kyoto 1997 estabelece as cotas de emissões de carbono comercializáveis entre os países do Anexo 1 e o Clean Development Mechanism entre países desenvolvidos de um lado e médios e pobres do outro).
Existem grandes diferenças entre os Clean Development Mechanism e as commodities ambientais. Os CDM’s ou MDL’s (Mecanismos de Desenvolvimento Limpo), em síntese, são alternativas que implicam em assumir uma responsabilidade para reduzir as emissões de poluentes e promover o desenvolvimento sustentável. Trata-se de um mecanismo de investimentos pelo qual países desenvolvidos podem estabelecer metas de redução de emissões e de aplicação de recursos financeiros em projetos como reflorestamentos, produção de energia limpa. As empresas, por exemplo, ao invés de utilizar combustíveis fósseis que são altamente poluentes, passariam a utilizar energia produzida em condições sustentáveis, como é o caso da biomassa. Existe, enfim, uma gama enorme de projetos ambientais e operações de engenharia financeira que podem ser desenvolvidos no Brasil, proprietário das sete matrizes ambientais. (água, energia, biodiversidade, madeira, minério, reciclagem e controle de emissão de poluentes – água, solo e ar)

Quais os benefícios do imposto de carbono?

O propósito primário do imposto de carbono é diminuir as emissões dos gases do efeito estufa. O imposto cobraria uma taxa sobre os combustíveis fósseis com base na quantidade de carbono que eles emitem quando queimados. Assim, para reduzir as taxas, os serviços públicos, empresas e indivíduos tentariam usar menos energia derivada de combustíveis fósseis. Um indivíduo pode passar a usar transporte público e substituir lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes. Uma empresa pode aumentar a eficiência de energia instalando novos equipamentos ou atualizando os sistemas de aquecimento e refrigeração. Uma empresa de serviço público pode usar lavadores úmidos, queimadores com baixo índice de NOx ou gaseificação para reduzir suas emissões.
O imposto sobre carbono também encoraja a energia alternativa tornando-a competitiva quanto ao custo em relação aos combustíveis mais baratos. E não se esqueça de todo o dinheiro arrecadado pelo imposto. Ele pode ajudar a subsidiar programas ambientais ou pode ser emitido como desconto.

Faca de dois gumes.

Não importa para as commodities ambientais o que capta mais carbono. Importa, porém, o que gera mais ocupação e renda, que promove a inclusão social e mantém mais áreas de preservação. O novo modelo econômico que propomos debater é exatamente produzir uma trava que impeça que um ecossistema seja prejudicado para favorecer a exploração comercial do outro. O marketing dos países ricos, prometendo dinheiro aos projetos ambientais dos países pobres, pode ser uma faca de dois gumes para o meio ambiente.
Existe o risco dos certificados de carbono serem transformados apenas numa operação financeira para dar lucros aos seus investidores e acabar não gerando nenhuma vantagem para o meio ambiente e muito menos para as comunidades envolvidas. Isto é, se os instrumentos econômicos forem apenas uma promessa de capturar carbono no futuro.
Como ocorreu, por exemplo, muitas vezes no caso dos incentivos florestais, quando muita gente pegou dinheiro subsidiado do Governo para plantar, mas não plantou ou recebeu dinheiro para plantar mil hectares, terminou plantando somente 200 hectares. Nestes casos, as travas para se proteger dos especuladores mal intencionados estão sendo articuladas com o sistema de produção das commodities ambientais.

Fonte: Partes do conteúdo desta postagem foram tiradas do Carbono Brasil. (
http://www.carbonobrasil.com/news.htm?id=392867&section=30586).

Resumindo: Se não existissem os créditos de carbono, as empresas de todos os países estariam emitindo normalmente CO2 e outros gases, aumentando a quantidade de CO2 na atmosfera.Com os créditos de carbono, uma empresa deixa de emitir gases do efeito estufa para que outra, em outro lugar, continue com suas emissões. As empresas na Europa, como não conseguem se adaptar e emitir menos gases pagam para que uma empresa aqui no Brasil não emita os gases que tem direito. Assim, nós mantemos a taxa de emissões constante e não crescente. Porém, os créditos de carbono não vão resolver o problema do mundo em relação ao aquecimento global, eles são (ou deveriam ser) apenas uma ajuda para conter as mudanças climáticas.

Portanto, devemos nos preocupar em ajudar a diminuir o aquecimento global, seja com pequenos ou grandes atos...